quinta-feira, abril 13, 2006

horóscopo diário - vênus trígono marte




Expressão apropriada


Este trânsito normalmente provoca predisposição ao amor, luxo úmido e teso de tendão tenso dando-lhe vontade de estar com alguém no sexo, um oposto, um outro em si, meta e medida de si. Porém há alguns problemas. Se agir com ciúme, fúria, terror e possessividade, seus sentimentos poderão sufocar sua parceria, lançar-lhe na danação da situação do sem escala, do sem medida, do sem limite, do que não existe em forma de ser, corpo oco, vazio, fosso seco, açude fendido no seu fundo.


Reconheça. Apalpe. Aperceba. Perscrute. Procure o relacionamento até nos mais íntimos espaços. Procure. Fenda-se, escavuque-se, nem superprotetor nem repressor; nem aquém nem além; doravante. Sua parceria não precisa de outro pai! Nem mano irmão meigo carinho de primo mais novo sobrinho recém nascido. Entretanto, normalmente possessivo no amor o problema ocorrerá: transmuta-se numa espécie de amor muito aconchegante, que ampara, apoia, consegue, toma , bebe. A pessoa amada. A emoção por si só que não é boa nem ruim; apenas precisa.

quarta-feira, abril 05, 2006

o que o meu corpo abriga nestas noites quentes de verão


Down em Mim
Cazuza
Composição: Cazuza / João Donato

Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou me esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down... down

sexta-feira, janeiro 20, 2006

meu querido diário - ruídos

Paciência e perseverança *** Válido durante muitos meses : Este trânsito representa um período de demolição, desdobramentos críticos. Vários fatores externos colocarão sua resistência à prova, dando-lhe a impressão de não conseguir, não conseguir, não conseguir, não conseguir manter sua liberdade de ação em nada do que estiver fazendo. É possível que sinta um excepcional desânimo neste momento. Para aqueles que acreditam, sua vitalidade estará em baixa. Talvez o melhor seja não lutar muito contra as adversidades que porventura surjam agora e o descabeçado cansaço. Procure imbuir-se de paciência e perseverança até que seu nível de energia esteja mais alto. Provavelmente haverá problemas no trato com autoridades altimetrica, como patrões, representantes do governo ou mesmo seus pais. Inferno! Você sentirá como se eles lhe opusessem resistência, não aceitando seus planos e sugestões. É recomendável destilar um monte de pequenas bombas relógio e espalhar por ai pelo prazer da importância da opinião contrária, de saber que um dia tudo pode explodir. Agir com mansidão, toda a paciência para tentar fazê-los concordar com seu controle de qualidade. Ponto de vista. Não fuja do confronto, mas também não lute às cegas porque isso o derrotaria. Este período está diretamente relacionado com um momento, há cerca de sete anos, que representou o início de uma nova fase em sua vida. facas e lâminas voavam controladas por um pensamento claro, uno vontade e movimento. Este trânsito se torna ainda mais difícil pelo fato de que diversos projetos iniciados naquela época vêm correndo muito bem, fazendo com que o mundo trabalha com questionamento todo vá para o inferno ou se vá para o inferno soziho; por quê havemos de ir para o inferno juntos? os atuais problemas surgirem de modo refratário, completamente inesperado. Entretanto, este é um período de provações, que demonstrará se esses novos inícios eram luzes, relampagos, trovões, o mar em fúria, todos válidos; que lhe cortem a cabeça. É provável que tudo que não o seja fique à beira do mar, da escada, do lago, do fosso, do monte, do precípício, daquela praça, da doideira seminal, do caminho, à margem. Sua reação talvez seja julgar a transposição, tudo um fracasso, mas é possível que no momento não esteja em condições de perceber o calor do enxofre em combustão, exatamente o que se passa, principalmente se não estiver muito atento. É possível que não consiga concretizar seus objetivos agora, mas seja paciente e certifique-se de estar no rumo certo. Se realmente estiver, este trânsito será uma provação e não uma derrota. Mal-caratismo de todas as opiniões, mas não são todas. Porém, mesmo que venha a ser negativo, você ainda poderá realizar muita coisa se transferir suas energias demandando - grita, grita, grita - áreas mais produtivas. inferno da pedra! existe uma coisa muito boa na pura e simples manipulação de qualquer coisa, no caso, o meu querido diário: é a de materializar uma coisa no mundo. alterar as micro-estruturas.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

desenho

"Mas não quero me meter com gente louca", Alice observou."Oh! É inevitável", disse o Gato: "somos todos loucos aqui. Eu sou louco. Você é louca." "Como sabe que eu sou louca?" perguntou Alice."Só pode ser", respondeu o Gato, "ou não teria vindo parar aqui."

Alice no País das Maravilhas
Lewis Carrol

and my heart beats so that I can hardly speak.



and I seem to find the happiness I seek

in heaven everything is fine






closer



...

quem quiser que conte outra - brincadeira entre amigos: quem quiser continuar a brincadeira escreva o próximo parágrafo




Maravilhosamente lindo! Odeio começar coisas com advérbios, mas vá lá... Sou lindo!

Divertido é falar qualquer bobagem e ter um público doido para "lambetelhorgasmomaravilhaaê" comigo, ouvindo e achando tudo supimpa. Todo e qualquer comentário, por mais idiota que seja, será encarado com bom humor, uma tirada bem sacada, "incorpora" um tipo, sabe? Aquela coisa? Montar personas, ids e alter egos, e ainda, se der sorte, ouvir o comentário saído do fundo do coração de uma mente pantanosa doida para lhe meter a boca no pau: vai para televisão! Atuando você seria um sucesso! Melhor ainda é quando alguém concorda de verdade.

Fazer arder o desejo dos sexos. De púberes adolescentes a idosos com olhos de raio x adivinhando o que vai por debaixo das roupas de cada qual. Tem quem fique levantando questão sobre sexualidade ou inventando algum blá-blá-blá moralizante psicanalítico qualquer, mas o fato é, quem não lamberia da língua ao céu da boca o substantivo da coisa, digo a beleza do meu rabo ou o belo do meu caralho?

Pela frente, pelo verso, vamos comê-lo cru.

Papo de bar: você pratica esportes radicais? Eu também, a dois. De vez em quando a três, de quatro.

Essa coisa da pós-modernidade e a dissolução do sujeito na vertigem do vortex da imagem do vídeo é um fato, mas como é pueril. Tédio! Ai me aparecem aquelas com ar de gazela trepidante, caras e bocas, olhares lascivos como se fosse um set de filme ruim, aquela coisa de lésbica de fita softcore, sempre submissas ao desejo de punheteiros machos dominantes, desses que dão sono. Pior que os dominados somente os dominadores. Esses mestres SM são um povo tão idiota que nem passa pela cabeça que deliciosa tara seria degolá-los como galinhas. Lembrá-los de que poder humano algum é maior que uma jugular rompida. Voltando ao assunto, nessa história dessas criaturas "gazelas trepidantes" o melhor é dar bola enquanto elas contunuam, ai você torce para que elas tropecem, caiam de cara e levantem descabeladas, se possível com o salto do sapato quebrado, o que causa um delicioso andar manco, um ar de escoliose.

O bom de ser bonito é saber que o mundo me permite sem fazer muitas perguntas. Então eu venho e vou, jogo um charme e tá tudo certo. Nesse meio tempo presto um serviço de utilidade pública, destruo imagens pessoais meticulosamente construídas. Flagro desejo. Surpreendo intimidade. Intimidade é aquela coisa que acontece quando ninguém está prestando atenção nem mesmo a gente. Sabe? Quando lhe chamam de ?neném? e você responde? Auto imagem é quando se pensa: "neném? Éca!".

segunda-feira, dezembro 19, 2005

alter ego

bonecas bahianas

estas bonecas fazem parte do acervo de um museu, que não lembro o nome, no Pelourinho, Salvador. São do final do séc. XIX e eram feitas por escravas. Os cabeloe e unhas são de seres humanos.




sábado, novembro 19, 2005

malevich





Tinha um hábito muito peculiar


Tinha um hábito muito peculiar. Adorava correr nua para o teto do prédio quando passavam helicópteros. Se divertia com a possibilidade de acidentes aéreos. Vinha doida subindo as escadas tirando a blusa e jogando longe o sutiã. Parava com um ar coquete bem no meio da laje e se tremelicando toda levantava os braços. Inventara uma maneira de tremer-se toda, bem rápido, de modo a balançar bastante os seios. Acreditava que por algum efeito óptico qualquer, do helicóptero seriam vistos três seios, o que provocaria o possível acidente. Ria-se de cair no chão, às gargalhadas. Endiabrada, sabia que somente poderia ser vista de cima. Nenhum vizinho a veria nunca, e se vissem, pensava sempre deliciada com um sorrisinho: fodam-se. Havia prometido a si mesma dar especial atenção as suas próprias baboseiras. Desenvolvera uma teoria: o mundo das pessoas comuns é na verdade um diabo chato e avarento sem imaginação e nada divertido que queria dominá-la, por dentro, nos pensamentos, nos pequenos hábitos, naquilo que ninguém tem nada com isso de modo a torná-la chata e avarenta, sem imaginação e nada divertida.
A coisa mais sublime era quando, diante de algum argumento estruturado e moralizante, repetia a mesma sentença e alterava seu sentido levantando a sobrancelha, ou fazendo alguma mensura idiota de modo a comprometer o sentido da fala, mantendo uma postura concentrada e dramática de quem absorve aquele argumento a ponto de colocá-lo na lapide do túmulo. Era tida por sonsa; professores, chefes, parentes e figuras hierarquicamente superiores, era uma unanimidade, coisa de gente burra.
Ouvia atentamente as histórias de sua avó com quem, desde pequena, combinava as histórias mais absurdas para comentarem com a família na mesa, ou na frente da televisão. Crimes fantasiosos, datas comemorativas inventadas, teorias conspiratórias de todo tipo que eram repassadas a vizinhos, conhecidos, nos ônibus, estações de trem. Sempre uma seita nova para acabar com o mundo ou a morte prematura de algum famoso amado por todos. Quanto mais famoso, mais morria. Uma carnificina impar. Vírus asiáticos que chegavam nas malas de turistas. Sucuris do pantanal nos esgotos das cidades. Jacarés de água salgados confundidos com tubarões e sempre uma autoridade escondendo os fatos para não causar pânico nas populações. Vez por outra dava certo e acabavam pré-noticiando a morte de fulano ou cicrano, o que provocava sempre grande alvoroço na casa. Gritos triunfantes: ?morreu?. Parecia final de copa do mundo. Na falta do que fazer, iam ao velório compartilhar com os fãs memórias inventadas. Nada mais divertido do que vovó partilhando memórias de fulano com sua netinha e um curioso acreditando em tudo e com olhos crédulos dizendo: disso eu não sabia.
Com a ajuda de sua avó, atormentava as crianças do vizinho da casa da frente com supostas histórias do jornal de anteontem. Seqüestro de crianças cuja descrição sempre coincidiam com as do público ouvinte. Maníacos, tarados, um vasto repertório de criaturas bizarras escondidas por trás de respeitáveis senhores de terno e velhas loucas com cabelo desgrenhado que moravam nos finais das ruas. Era batata, todo fim de rua tinha, fatalmente, uma velha louca de modo que se no final de uma rua não se desse de cara com uma velha louca de cabelos desgrenhados carregando crianças em um saco é porque se estava no começo da rua. O final da rua seria do outro lado, como dois e dois. Certa vez, chegaram supostamente a ligar para a polícia, denunciando os pais dessas crianças após constatarem a semelhança do casal com um casal de rufiões, ao que as crianças somente reagiam dizendo: mentira, papai trabalha na farmácia; ao que vovó respondia: o velho truque da farmácia, sei. Por anos a menina do meio procurou na multidão aquela que seria a sua cópia e a qual deveria matar antes que fosse morta e seu lugar na família tomado por aquela falsa criatura que, então, passaria a ser ela mesma. Com o mais velho foi pior. Esse passou muito tempo tentando lembrar de quando teria matado o seu original e tomado o lugar desse suposto nos braços de sua mãe e pai até que chegou a impressionante conclusão de que se fosse ele o outro, ainda assim seria ele mesmo o outro, o que não faria diferença nenhuma. Quanto ao assassinato, concluiu que não há corpo sem crime, ou crime sem corpo, enfim.
Tinha obsessão pelo método. Sabia que seguindo à risca qualquer receita de bolo, sairiam bolos medonhos ? conselhos de sua avó ? e fazia bolos metodicamente preparados e ficava ansiosa olhando pelo vidro do forno até vê-los murchar invariavelmente. Somente ficava mais feliz quando o bolo dava certo, o que implica dizer que sua teoria dava errado e que não havia receita possível para controlar a possibilidade do sucesso do bolo, nem o contrário disso.
Por essas e por outras nunca acreditou em telejornais. Sempre pensava na criatura que estaria por trás daquelas histórias e as histórias que sairiam daquela primeira história se repetindo e se modificando a cada comentário feito dos diversos pontos de referência possíveis. Depois substituiu essa visão das coisas por uma teoria fatalista que dizia que nada é determinante. Se alguma coisa é determinante, essa coisa estaria acima de alguma lógica humana possível de modo que ela, como ser humano compreendido dentro das suas possibilidades de percepção e raciocínio, refutava qualquer argumentação indutiva afirmando a impossibilidade das coisas serem diferentes do que eram. Sempre poderia se chegar um segundo antes ou depois da bala fatal, bastaria se adiantar ou se atrasar por algum motivo. Ou se o atirador fosse míope e o alvo fosse outro que não o alvo atingido? E se o atirador levasse na cabeça um cocô de passarinho? Um espirro? E se o atirador fosse um suposto traído e perdoasse, por algum motivo, o traidor? E se o traído chegasse a conclusão que sua vida é bem melhor longe de pessoas que traiam sua confiança e fosse a praia? Praia é sempre solução para todas as coisas. De modo que sempre haveria milhões de maneiras de não se estar na frente da bala quando do tiro, ou o contrário, sempre haveria milhares de maneiras de se estar diante de uma bala quando de um tiro. Ao que se conclui que o Santos Dumont tendo escapado de todos os tiros possíveis, perdoado todos os traidores possíveis e sido perdoado por todas as traições possíveis, inventou o avião, o que alterou consideravelmente o destino do planeta, não só da humanidade. Esse raciocínio compreende as baleias brancas e os passarinhos sem asa da Oceania, que por sua vez, caso tivessem asas poderiam ser de vários outros lugares que não a Oceania, nem mesmo havendo motivo aparente para que fossem habitar justamente a Oceania e serem caçados por atiradores que poderiam ter, acidentalmente, acertado o Santos Dumont que, morto, não teria inventado o avião. Poderia ainda o passarinho ter sido pego pela hélice do avião e danificado o motor sendo tudo muito mais fantástico e vexatório e feito com que as pessoas, desacreditadas pelo vôo frustrado em função do passarinho, chegassem a entender que não seria possível o avião em função dos passarinhos sem asas da Oceania que, tendo asas, seriam de todos os lugares e, portanto, uma ameaça à aviação mundial. Enfim.
No seu conceito de acidentes aéreos constavam alterações de rotas, pequenos atrasos que seriam determinantes no desenrolar da vida das pessoas envolvidas e o seu papel na história da humanidade daí por diante. A teoria das balas funciona também para carros e atropelamentos, naufrágios, raios, hecatombes nucleares entre outros. Alias, adorava o termo hecatombe. Achava melhor do que ?porra?. ?Porra? era, sem dúvida, um termo muito bom de se dizer; tem energia, é concentrado e enche a boca, mas ?hecatombe?, compreende todo um continuo que acaba com um biquinho e um queixo mole, uma boca entreaberta entre o perplexo e o abobalhado, soberbamente imbecil ? pausadamente: he ca tom be! maravilhoso. Bom, mas voltando ao assunto, por exemplo, um atraso de trinta segundos seria determinante no atropelamento, ou não, de alguém que estivesse nos helicópteros. Pensava: e se estiver no helicóptero o inventor do tele-transporte? A sua participação na história do mundo seria determinante ao tremelicar nua no telhado de um prédio. Ai poderia ser inventado o tele-transporte que por outro lado poderia possibilitar que ela pudesse tremelicar dentro dos helicópteros provocando acidentes aéreos mais enfáticos e depois poderia ir para praia e ler no jornal a história feita em cima da história que ela inventou. Mas pensava também que o tele-transporte poderia levá-la a vários outros lugares não programados. Sabe-se lá, digitar errado o e-site. E se fosse por coordenadas georeferenciadas? Como se chegaria a um helicóptero em movimento? Poder-se-ia transportar partes das pessoas? Quem sabe poderiam aparecer dentro do helicóptero dois seios tremelicando? Seria um acidente e tanto. Imaginava então: três seios em efeito óptico soltos dentro do helicóptero. A cara do piloto. Seria um delírio! Quanto a mortos e feridos, salvar-se-iam todos, afinal, tele-transporte serve pra isso: transportar alvos, atiradores, traidores e traídos para antes ou depois das balas. E as balas tele-transportadas? Essas iriam a praia, enfim, praia é solução p

sexta-feira, novembro 04, 2005

tô dando um tempo

Não que eu queira uma vida dissoluta
Mas está me faltando assunto para estar entre os vivos