terça-feira, fevereiro 12, 2008

coisas curiosas - as tatuagens

É bem possível que eu estivesse desatento aos corpos em volta mas esse carnaval de Diamantina me revelou o mundo das novas tatuagens que estão rolando por aí. Não sei qual o estúdio que produziu mas as tatuagens com temas orientais dominaram a cena. Fotografei algumas. A mais bonita de todas não deu para fotografar. Era uma tatuagem que, para mim, aparecia com um inusitado tema bíblico: a arca de Noé. A cena mostrava a oliveira de onde a pomba arrancou o ramo que deu esperanças aos tripulantes da arca. No relato bíblico, só se sabe dessa arvore pelo seu índice: o ramo de oliveira. Estava no torso do rapaz uma linda tatuagem representando uma oliveira cercada de água, tudo em um estilo "oriental". Muito boas.

p.s.: ainda nesse blog, dê uma olhada em algumas imagens de templos budistas no norte da Índia.




segunda-feira, fevereiro 11, 2008

carnaval em diamantina - mg



Bom, gostei um tanto de muitas coisas mas nada que se compare com o carnaval de Olinda - PE. O mais legal são os blocos de sujos, lá chamados de "caricatos". No mais, muita música bahiana tipicamente mineira e trance, a grande chatice da década. Teve também o "creu", visão do inferno by "funque" carioca.



Teve o casal de super-heróis - impagáveis - em crise matrimonial: "acordar com uma mulher maravilha que temo pau maior que o meu, não tem preço" (mastercard, lembra?)



Essa senhora esplendorosa brincando carnaval junto com as amigas de mais de 60 anos.



Dos famosos tambores de minas, não vi nenhum... nem de passagem e olha que diamantina tem uma congada famosa, o que indica a presença de percursionistas de alto gabarito. Enfim, devem ter viajado no carnaval.



mas carnaval é bom por isso: o que não se tem, inventa-se.

domingo, janeiro 27, 2008

existencialista sem perder o tom



Chiquita Bacana
Alberto Ribeiro e João de Barro (Braguinha)

Chiquita bacana lá da Martinica
Se veste com uma casca de banana nanica

Não usa vestido, não usa calção
Inverno pra ela é pleno verão
Existencialista com toda razão
Só faz o que manda o seu coração.


Braguinha-Alberto Ribeiro, 1949



A Filha de Chiquita Bacana
Caetano Veloso

Eu sou a filha da Chiquita Bacana
Nunca entro em cana
Porquê sou família demais
Puxei a mamãe
Não caio em armadilha
E distribuo banana com os animais
Na minha ilha
YEH YEH YEH
Que maravilha
YEH YEH YEH
Eu transo todas
Sem perder o tom
E a quadrilha toda grita
YEH YEH YEH
Viva a filha da Chiquita
YEH YEH YEH
Entre para "WOMEN'S LIBERATION FRONT"




Sabe Lá Ké Isso
(João Santiago)

Eu quero entrar na folia, meu bem
Você sabe lá o que é isso
Batutas de São José, isso é
Parece que tem feitiço
Batutas tem atrações que,
Ninguém pode resistir
O frevo desses que faz,
Demais a gente se distinguir
Deixe o frevo rolar
Eu só quero saber
Se você vai brincar
Ah! meu bem sem você
Não há carnaval
Vamos cair no passo e a vida gozar





Hino de Ceroula

Eu vou este ano à Lua
Não é privilégio
Foguete já tem
Eu quero ver se o carnaval de rua
Collin e Armstrong disseram que tem
Eu quero ver se tem troça que escolha
Como em Olinda que tem a Ceroula
Mas se tiver para mim é legal
Passarei lá na Lua todo o carnaval
Mas se tiver para mim é legal
Passarei lá na Lua todo o carnaval.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

portugal pelo mundo


Mapa anacrónico do Império Português (1415-1999). Vermelho - posses reais; Rosa - explorações, áreas de influência e comércio e reivindicações de soberania; Azul - principais explorações marítimas, rotas e áreas de influência. A disputada descoberta da Austrália não figura no mapa.


e a Wiki disse:
Século XV e XVI

Com a tomada de Ceuta em 1415 e a descoberta das ilhas da Madeira (1418) e das Canárias (1432), que eram territórios de colonização e exploração agropecuária, atestada a sua pobreza mineral, Portugal marcava assim o início da sua expansão territorial.

Os conquistadores portugueses começaram a explorar a costa de África em 1419, impulsionando desenvolvimentos nos campos da navegação, como a cartografia, e nas próprias embarcações, como a caravela, de maneira a encontrar um caminho marítimo que intersectasse o lucrativo comércio de especiarias que se fazia no Oriente.

Conquistam-se mais praças a partir de 1458 em Ceuta - pontos de apoio logístico e material às navegações portuguesas ou mesmo entrave ao corso e pirataria dos mouros. Estabelecendo em Arguim uma feitoria comercial, com guarnição militar, os portugueses fundam uma nova plataforma de acção e comércio em plena área de navegação, sondando e obtendo as riquezas necessárias para o financiamento e continuidade da gesta marítima.

Grandes navegadores como Diogo Cão e Bartolomeu Dias exploraram a costa africana, o último passando, em 1487, o Cabo das Tormentas, mais tarde renomeado para Cabo da Boa Esperança pelo rei João II de Portugal. Mais tarde, Vasco da Gama aproveitou os traçados marítimos para estabelecer uma rota marítima para a Índia, em 1498. Pouco depois, Pedro Álvares Cabral, em 1500, chegava ao Brasil. Outros navegadores importantes como Fernão de Magalhães, a serviço da Coroa de Castela, Pedro Fernandes de Queirós e Luís Vaz de Torres exploraram o Oceano Pacífico ao serviço do Império Espanhol.

As embarcações portuguesas sulcavam o Oceano Índico, tomando conhecimento de novas terras, conquistando pontos-chave do comércio regional, estendendo-se o domínio de Ormuz, no Golfo Pérsico, ou Quíloa, na África Oriental, até Malaca, Ceilão, Insulíndia, Molucas, alcançando mais tarde a China e o Japão, para além de expedições e viagens no interior asiático e africano e a descoberta do continente australiano.

Construiu-se uma rede de feitorias, entrepostos, e fortalezas, captando riquezas e irradiando a língua portuguesa e a religião católica, num esforço de criação de uma unidade civilizacional portuguesa, quer através da ação missionária quer da miscigenação, e sobretudo pela força das armas. Do Índico e Extremo Oriente vieram as especiarias, os metais preciosos, os tesouros artísticos, as porcelanas, sedas e madeiras, entre outros produtos para venda na Europa, e Lisboa se tornou o empório da Europa.

O século XVI foi o "século de ouro" para Portugal que se tornou a maior das potências europeias - da economia e do conhecimento científico e geográfico à gastronomia e à literatura. O poeta Luís Vaz de Camões escreveu sua famosa epopeia "Os Lusíadas", em que imortaliza os feitos gloriosos, corajosos e heróicos do povo marinheiro (tenta transformar o povo português num herói que até os deuses têm de os ajudar e temer e até os monstros têm de se inclinar e desaparecer do caminho dos portugueses), exaltando os marinheiros, os guerreiros e os Reis que contribuíram para dilatar o império e a fé (Católica).

[editar] Século XVII

Portugal partilhou o mesmo rei com Espanha entre 1580 e 1640. Os problemas de Espanha com outras potências coloniais de época (Império Holandês, Império Francês, Império Britânico) traduziram-se no constante ataque a possessões coloniais portuguesas, muitas das quais não mais foram recuperadas, nem após a restauração da independência de 1640. Exemplos são Arguim, Cochim, Surate, Ceilão e Nagasaki.

[editar] Século XVIII

No século XVIII, as ambições coloniais centraram-se no Brasil. A princípio abandonado, rapidamente tornou-se a "jóia" do Império Português, com o declínio comercial no Oriente e a ascensão de novas potências da Europa (Inglaterra e Holanda) e após a derrota da Armada Invencível espanhola. Pau-brasil, açúcar, ouro, diamantes, cacau e tabaco alimentaram os cofres do erário nacional durante três séculos.

de onde se conclui que:







portanto,

algum barroco em portugal

biblioteca joanina